quinta-feira, 10 de março de 2011

Paris sem Galliano


Tendo os Jardins do Museu Rodin como cenário a última coleção de Galliano para Maison francesa Dior, foi desfilada na última sexta feira, dia 4 de março, diferente das outras estações os ingressos não foram concorridos e, tão pouco um grande número de celebridades compareceram, porém nomes de peso como Anna Wintour eEmmanuelle Alt, – ambas editoras da Vogue Americana e Francesa – estiveram presentes.
Desde as declarações anti-semitas de Galliano e sua grande repercussão, a Dior se manteve contra a postura do estilista, que foi demitido poucos dias antes do fashion show da marca, sobre a alegação de que seus comentários vão contra toda ideologia do Sr. Christian Dior. Nenhum tipo de manifestação a favor ou contra o fashion designer aconteceu, porém a alegria e magnitude dos desfiles teatrais de John Galliano foram substituídas por silencio e um clima um tanto quanto melancólico.
Antes do início do desfile o CEO da Dior, Sidney Toledano, fez um breve pronunciamento: "A Maison Christian Dior tem a  honra de personificar a imagem da França e seus valores para o mundo, desde sua inauguração a Maison tem vivido uma história extraordinária. Os acontecimentos da semana passada são lamentáveis e  profundamente dolorosos para Dior, já que seu nome está sendo associado aos comentários proferidos por seu designer, por mais brilhante que ele seja. É especialmente dolorosos que essas palavras tenham vindo de um pessoa tão admirada”.
A coleção que seguiu o pronunciamento apresentou 70 looks, Galliano não esteve de corpo presente, mas seu trabalho o manteve vivo durante o show. Uma mistura de materiais, cores e elementos traduziram esse inverno, chapéus em feltro, botas e acessórios crocodilo em cores cintilantes, capas e maxi capas, peles sintéticas, pequenos padrões de estampa, tafetá, transparências e comprimentos curtos fizeram parte do mix que mais uma vez teve esboço nas Divas do Cinema que Galliano tanto gosta.

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